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 Alunos do Acre cultivam bananeiras Alunos do Acre cultivam bananeiras
 Um terreno vazio pode servir para várias coisas, até mesmo para ensinar. Com esse objetivo, a Embrapa Acre está desenvolvendo uma ação de educação ambiental na Escola São Camilo, nas imediações da Unidade, na Rodovia BR 364 km 10. A atividade faz parte das comemorações dos 40 anos da Embrapa.  
 
No dia 6 de novembro, foi realizado o Dia da Banana na escola. Foi apresentada à comunidade escolar a área de plantação e vários pratos à base da fruta foram servidos, como o chips, o bolo e mingau da farinha mista de banana com castanha-do-brasil, banana frita e mingau de banana verde.
 
A escola está localizada na área rural de Rio Branco, AC, e conta com aproximadamente 320 alunos do quinto ao nono ano do ensino fundamental. A maior parte dos pais desses estudantes trabalha num matadouro e curtume próximo (98%) e uma pequena parcela é composta por agricultores familiares (2%). Para atender essa realidade, a Embrapa optou por trabalhar o projeto “Cultivo e utilização da banana na Escola São Camilo”. 
 
A banana foi a alternativa. Ela é rica em carboidratos, além de conter teores consideráveis de vitamina C, e em menores quantidades,  as vitaminas B2, B1 e A. Apresenta ainda teores elevados de sais minerais como potássio, fósforo  e  ferro, quando comparada com frutas como maçã, laranja e uva. “Além dos valores nutricionais, escolhemos essa cultura porque é a principal fruta plantada no estado. Serve de fonte de renda para vários agricultores familiares e é um alimento encontrado em todas as mesas acrianas”, explica Gilberto do Nascimento, analista de transferência de tecnologia da Embrapa Acre.  
 
O objetivo do projeto é desenvolver habilidades, junto aos estudantes, relacionadas ao cultivo e utilização da banana, buscando ao longo desse processo despertar a consciência quanto à importância da produção sustentável e conhecimento do valor nutricional do produto. 
 
Desde junho deste ano, cerca de 40 alunos e professores da 6ª série “A” participaram de várias atividades, como a limpeza da área e coleta de solo, demarcação da área para plantio, abertura das covas e adubação, plantio das mudas e rega. Os alunos plantaram três cultivares de bananas (Thap Maeo, Preciosa e Japira) resistentes às doenças mais relevantes que afetam a bananicultura no Acre, como a sigatoka-negra. 
 
Segundo a coordenadora de ensino da Escola São Camilo, professora Iricleia Dourado da Silveira, ações como essa sempre trazem benefícios para os alunos. “Eles participaram de todo o processo, não conheciam os três tipos de bananas que trabalhamos. Aprenderam várias maneiras de se utilizar a fruta, todas as questões para se plantar. Foi uma série de informações novas que geraram expectativas e curiosidades. Os alunos foram estimulados a fazer perguntas, pesquisar, criar ligações e conexões com as aulas e sua realidade”, concluiu.
 
“O projeto é muito válido, pois leva mais conhecimento aos alunos, principalmente por morarem na zona rural e pela banana ser um dos alimentos consumidos pelas famílias”, comentou Elden Teixeira, analista de transferência de tecnologia da Embrapa Acre.
 
Há previsão para continuidade do projeto para o ano que vem. “A ideia é avançarmos com a realização de cursos com as merendeiras e a comunidade escolar sobre aproveitamento de banana. As frutas que são produzidas na própria escola podem ser preparadas e consumidas na merenda”, ressalta Suely Moreira de Melo, uma das coordenadoras do projeto.
 
A ação também faz parte do Programa Embrapa & Escola e envolve ações educativas que visam oferecer orientação a estudantes sobre a importância da Ciência e Tecnologia para a qualidade de vida do cidadão brasileiro. Adotado nas Unidades da Empresa, conta com a participação voluntária dos empregados. No Acre, já beneficiou cerca de 9.500 estudantes.
 
Texto: Fabiano Estanislau (Conrerp 3741)
Contato: (68) 3212-3250
Fabiano.estanislau@embrapa.br
 

 




Agora responda à pergunta:
Qual é o nome da principal doença da bananeira, que ataca plantios em todo o mundo?


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Postado por Embrapa Acre em 22/11/2013 15:42





COMENTÁRIOS:


Por cosme em 30/05/2014 18:14

cidatoca,ou mau do manapa
Por Embrapa Acre em 30/05/2014 18:45

Quase acertou, Cosme. O mal do Panamá também é um problema, mas a resposta certa é a sigatoka-negra...


Por Thiago em 28/11/2013 13:35

Achei o projeto interessante porque eu e os meus colegas aparecemos na televisao e fomos ao lado da escola plantar cada um sua muda e aprendi três nomes de bananas que eu não conhecia.
Por Embrapa Acre em 09/12/2013 18:07

Thiago, nós também gostamos muito de trabalhar com vocês, e de aparecer na TV também! Abraço, Gilberto Costa


Por Lilia em 28/11/2013 13:23

O nome da doença é sigatoka-negra.
No projeto da Embrapa nós plantamos três tipos de banana.Qual delas é a mais rica em nutrientes? Quantos hectares de banana plantada existe em nosso estado?
Por Embrapa Acre em 09/12/2013 18:06

Lilia, acertou o nome da doença! As diferenças nutricionais entre as três cultivares são pouco significantes. As diferenças mais significativas ocorrem quando comparamos cultivares de grupos diferentes. Por exemplo, as do Grupo Terra, como a banana comprida, comumente plantada no Acre, possuem teores de carboidratos e lipídios maiores do que as pratas e a maçã.
A área plantada no Acre é 6,9 mil hectares, conforme dados do IBGE para o ano de 2012. Bastante, não é? Abraço, Gilberto Costa.


Por Juliana em 28/11/2013 13:15

Gostei muito de participar do projeto da Embrapa e tenho algumas perguntas a fazer: Qual dos três tipos de banana que nós plantamos é mais gostosa? Que vitaminas a banana possui? Dos tipos de bananeira plantada, qual cresce mais rápido?
Por Embrapa Acre em 09/12/2013 18:03

Oi Juliana, todas as cultivares lançadas pela Embrapa passam por uma análise sensorial, ou seja, uma pesquisa de avaliação, em que um grupo de pessoas avalia diversas características (sabor, aroma, cor, textura e outros atributos). Portanto, as três foram recomendadas pela Embrapa Acre, porque obtiveram excelentes resultados nesses testes.
Quanto à presença de vitaminas, a maior concentração é de vitamina C, cuja quantidade é maior do que em frutas bastante consumidas como a maçã, melão, uva e melancia. Em menores quantidades apresenta ainda as vitaminas B2, B1 e A. Além disso, a banana se diferencia desses produtos em função dos elevados teores de fósforo e potássio.
As três cultivares plantadas têm ciclos diferentes, ou seja, o período que se estende do plantio até a colheita. Embora o ciclo seja uma característica natural de cada cultivar, pode ser influenciado pela fertilidade do solo, pelos tratos culturais que serão dados à cultura, pelo tipo de muda utilizado e pelo sistema de cultivo, ou seja, o espaçamento, o consórcio com outras culturas ou não. Resumindo, vários fatores poderão influenciar no crescimento e no ciclo da cultura.
Boas perguntas. Até logo, Gilberto Costa


Por luziamar em 28/11/2013 13:07

Eu gostei do projeto da Embrapa porque aprendi muita coisa sobre a banana. Gostaria de saber duas coisas: por que as mudas apresentam tamanhos diferentes se foram plantadas na mesma época? Na Embrapa existe algum projeto para fazer macarrão e pão de farinha de banana?
Por Embrapa Acre em 09/12/2013 18:01

Oi, Luziamar, as plantas estão apresentando tamanhos diferentes, porque as mudas plantadas tinham tamanhos diferentes, portanto, com quantidades de reservas de nutrientes diferenciadas. Outros fatores que podem estar influenciando é a qualidade do solo, pois mesmo numa área pequena pode haver diferenças de fertilidade de solo.
Quanto ao macarrão e o pão, a Embrapa já desenvolveu produtos como pão, macarrão, bolo instantâneo, farinha mista para mingau, farinha para alimentação, barrinha de cereais e outros, utilizando a farinha de banana como um de seus componentes. Esses alimentos ainda estão em fase de testes, mas no mercado acriano já é possível encontrar farinha de banana e você pode criar as suas receitas, acrescentando em misturas de bolo e massas. Até mais, Gilberto Costa.


Por luziamar em 28/11/2013 12:59

sigatoka-negra.
Por Embrapa Acre em 09/12/2013 17:51

Isso mesmo, Luziamar! Aprendeu direitinho!
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